8 de out. de 2009

FAMÍLIA JAIME LANNA - 1988/2005


Pedro e Gabriel vieram para a Oficina em 88 e 89.


Morava em Sampa, buscava qualidade de vida, espaço e toda poesia possível aos 20 anos.

Conheci Virgílio andando pelo bosque cheio de crianças incluindo Daniel, seu filho.


Me encantei com o espaço, com os bichos.


Mas foi decisivo: fantasia. Virgílio falava com paixão do Homem da Capa Preta, do Menino Selvagem, do Velho da Pedreira.


Um testemunho que quero registrar foi que meus filhos nunca tiveram medo do diferente, do feio, do incomum.
O Homem da Capa Preta participou ativamente dessa etapa.

Escolheria a Oficina de novo.


No Coleguium, o projeto Sarau de Poesias me emocionou muito.


Outro inesquecível era a noite que se faziam passar por filósofos e pensadores enrolados em lençóis ... Creio que O Banquete de Platão.
PENSANTES!!!

Experiências pensantes, críticas, que contribuíram para que eles se tornassem as pessoas maravilhosas que são.

À FAMÍLIA JAIME LANNA:

Pedro e Gabriel Lanna, filhos de Délia e Marcos.

Como esquecer a chegada desse jovem casal, vindos de São Paulo e cheios de planos.

Eram confeccionistas e logo se envolveram na produção dos nossos primeiros uniformes.

Pais participativos, presentes, apoiadores. Os meninos foram crescendo e a vida mudando. Chegaram à adolescência, Pedro, o atleta, nadador do Minas. Sem suas braçadas não teríamos conquistado tantas medalhas na natação dos Jogos da Independência (JIN)! Com a cabeça nas piscinas, deixava os estudos meio de lado. A ladainha foi a mesma por vários anos “Pedro, você precisa estudar mais!”.

Gabriel, ao contrário, dedicado e muito questionador, sempre buscando uma explicação para todas ações e com forte senso de justiça. Com esse perfil, só poderia estudar Direito. Está na UFMG, e certamente fará uma bela carreira jurídica.

Pedro também foi para a UFMG, estuda Administração de Empresas e trabalha durante o dia. As piscinas ficaram para traz mas ganhou um grande incentivador. O pequeno Thiago, seu filho e aluno do Coleguium.

É com muito orgulho que vemos a nossa escola fazendo parte da vida de mais uma geração.


Prof. Virgílio Machado



Um comentário:

  1. Apesar de mais de 10 anos depois, eu também me encantei com o projeto pedagógico do então, Coleguium; mas infelizmente, esses motivos que nos levaram escolher essa escola para nossos filhos desapareceu; o que se vê agora é um Colégio na melhor forma tradicional, onde as artes, a poesia, o lúdico etc, perderam espaço para o resultado, a excelência, a produtividade. Gradativamente estão sendo diminuídos os espaços para a criatividade, para o prazer em aprender brincando, os alunos são avaliados, quase que exclusivamente, por resultados em provas. Até as áreas de lazer e apresentações culturais estão sendo transformadas em salas de aula, o que nos faz acreditar que a atual proposta desta instituição pensa que o único lugar de construção do conhecimento é entre 4 paredes. Que pena!

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